Conversão de Agostinho

Em Milão o “professor africano” começa a visitar assiduamente a catedral atraído pela fama do bispo Ambrósio, que é um grande orador. As palavras do bispo, dia após dia, vão acendendo de novo a sua inquietação por encontrar a Verdade. Por isso, encontra-se com outros cristãos, como o sacerdote Simpliciano e Ponticiano, que lhe mostram o exemplo dos santos que deixaram tudo pelo Reino dos Céus.

Foi uma longa caminhada e luta para transformar seu coração, mas no mês de Agosto de 386, meditando no jardim, ouve uma voz de criança que diz “Tolle et lege” (Toma e lê) e tomando as Cartas de São Paulo lê: “Não é nos prazeres da vida mas em seguir a Cristo que se encontra a felicidade” (Rom. 13,13). As dúvidas se dissipam e é neste momento que culmina todo o processo de sua conversão. “Brilhou em mim como que uma luz de serenidade” diz nas suas Confissões.

Agostinho tem 32 anos quando encontrando Deus no seu coração achou a felicidade, a paz e a verdade que procurava. Continua a dar aulas, mas já com a decisão de abandonar o ensino. Retira-se com os seus amigos à quinta de Cassiciaco, perto de Milão, onde reflecte, escreve e partilha com os amigos a sua preparação para o baptismo.

No ano seguinte, 387, na Vigília da Páscoa Agostinho é baptizado pelo bispo Santo Ambrósio.