Escritos

11-12-2012 14:45

 

Agradava muito a Agostinho a prática da oração, o estudo e escrever. Agostinho escreveu um enorme número de obras: um total de 113, sem contar as cartas das quais se conservam mais de 200- e os Sermões. A maior parte das obras de Santo Agostinho surgiram por causa dos problemas ou das preocupações que atormentavam a Igreja do seu tempo; é por isso que nas suas obras estão presentes as polémicas em que ele mesmo esteve envolvido, principalmente contra os maniqueus (seita da qual ele mesmo fez parte antes da conversão e que defendia um confuso dualismo cósmico – o bem contra o mal sempre em conflito um com o outro- e desvalorizavam de forma perversa tudo o criado), os donatistas (que atribuíam a eficácia dos sacramentos unicamente ao ministro, negando sua acção, como sinal eficaz da graça e ainda se consideravam a “Igreja dos santos”) e os pelagianos (que defendiam que o homem se salva por suas próprias forças, sem precisar da graça de Deus).

 

Além destas obras destinadas a combater os adversários e inimigos da Igreja, Agostinho escreveu outras de diverso conteúdo: no campo exegético (principalmente os Comentários ao Génesis, São João e os Salmos), no dogmático (“Sobre a Trindade”), na Pastoral (“Sobre a Catequese dos simples”). Mas, dentre todas as obras, destacam-se duas pela genialidade: “A Cidade de Deus”, que representa a primeira tentativa de fazer uma interpretação cristã da história, e “As Confissões”, onde Agostinho manifesta a sua fraqueza, que gera o mal, e a Deus, fonte de todo bem e Verdade absoluta; as “Confissões” são um louvor à Graça de Deus.

 

A obra e o pensamento de Agostinho ultrapassam os limites da sua época e exercem uma grande influência na Idade Média e em tempos posteirores até na nossa época. O seu impacto acontece nos mais diversos campos do pensamento humano, da cultura e da vida ecleisal e religiosa.