Fr. Aleixo de Menezes, OSA

(Lisboa, 25 de Janeiro de 1559 – Madrid, 3 de Maio de 1617)

Pedro Aleixo de Menezes nasceu em Lisboa no dia 25 de Janeiro de 1559, filho de D. Aleixo de Menezes, aio d’El Rei D. Sebastião, e de D. Luisa de Noronha, no seio de uma família da nobreza portuguesa. Quando contava com 15 anos de idade, impelido pela vontade de Deus, pediu para entrar na Ordem de Santo Agostinho, no convento da Graça de Lisboa, indo assim em contra da vontade dos seus pais. Recebeu o hábito agostiniano pelas mãos de Fr. Agostinho de Jesus no dia 24 de Janeiro de 1573. O Conde de Redondo, parente do Noviço, teve a imprudência de querer tirá-lo do Noviciado à força, surpreendido por aquele ter sido aceite no convento sem a autorização dos pais de Fr. Pedro. “Não é preciso tanto, aí o tem, fale com ele à vontade, e leve-o, se ele assim quiser”. Falou, insistiu, ameaçou e nada conseguiu. Deu a seguinte resposta aos pais do noviço: “Dêem-se por muito contentes e satisfeitos, pois entendo que veremos em Fr. Aleixo um santo”.

Professou os votos de pobreza, castidade e obediência no dia 27 de Fevereiro de 1574. Ao fim de dois anos passou para o Colégio de Coimbra onde realizou os estudos até ao ano 1587. No Capítulo de Lisboa de 1588 foi eleito Prior do Convento da Graça de Torres Vedras e, sucessivamente, Prior do Convento da Graça Santarém e da Graça de Lisboa. Por volta do ano 1594 foi nomeado Reitor da Universidade de Coimbra, cargo que recusou apenas porque não queria viver fora do claustro e da sua cela conventual. No dia 26 de Março de 1595 foi consagrado Arcebispo de Goa, na igreja da Graça de Lisboa por D. Jorge d’Atayde, Bispo de Viseu, ou talvez pelo Arcebispo D. Miguel de Castro.

Entrou em Goa em Setembro do mesmo ano entre aplausos. Uma das primeiras ações foi a convocação de um sínodo. Os pobres foram a sua primeira preocupação. Tocado pelo sofrimento das mulheres daquele país (adultérios, ferimentos e mortes) fundou três casas de acolhimento. Foi um extraordinário defensor da verdadeira fé católica, enfrentando as heresias daquele tempo. De facto foi ameaçado várias vezes de morte mas a mão de Deus estava com ele.

Sendo Arcebispo fomentou todas as missões levadas a cabo pelos Agostinhos em Baçaim, Mombaça, Damão, Bengala, Pérsia, Arménia, Curdistão, Ceilão, Bassorá e noutras muitas paragens da Ásia. Fundou também 109 paróquias contando as da Serra, além dos Conventos, casas de espiritualidade e hospícios de Goa. 

No dia 22 de Junho de 1610 voltou para Portugal onde o Rei Felipe III o nomeou Arcebispo de Braga, diocese onde entraria no dia 8 de Agosto de 1612. Depois de apenas um ano pôs-se a caminho de Madrid onde foi capelão mor do Rei; este nomeou-o Vice-Rei de Portugal. 

Faleceu no Convento de São Filipe de Madrid, no dia 3 de Maio de 1617, com 58 anos de idade, sendo mais tarde trasladado para o Convento de Nossa Senhora do Pópulo de Braga, onde atualmente descansa em paz na Capela Mor do dito convento.