Advocações de Nossa Senhora

A devoção Mariana sempre esteve muito presente na espiritualidade Agostiniana. Estas são as 3 principais advocações que estão ligadas com mais força à História da nossa Ordem e à sua espiritualidade.

Nossa Senhora da Consolação

Mãe do Bom Conselho

Nossa Senhora de Graça

 

Mãe e Discípula de Cristo (Sto. Agostinho, Serm. 25, 7)

Grande é Santa Maria,

Mas maior por ser discípula de Cristo

Do que por ser a Mãe do mesmo Cristo.

Bem-aventurada é em todo Santa Maria,

Mas mais feliz por levar Cristo na mente

Que por O gerar no ventre.

Pergunta ao mesmo Senhor se não é verdade tudo isto.

 

Nossa Senhora é bem-aventurada

Porque ouviu e praticou a Palavra,

Pois melhor se guarda a Palavra na mente que no ventre.

A Verdade é Cristo,

Carne é Cristo:

Verdade na mente de Maria,

Carne no ventre de Maria,

Mas mais vale o que se leva na mente

Que o que se encerra no ventre.

 

Santa é Maria,

Mas ainda é mais Santa a Igreja

Do que a Virgem Santa Maria.

Porquê?

Porque Maria é filha da Igreja

E a Igreja é Mãe de Santa Maria.

 

 

Santoral Agostiniano

São muitos os homens e mulheres que durante toda a história da Igreja destacaram pela sua santidade, vivendo segundo o Carisma da nossa Ordem.

Alguns exemplos mais representativos destes homens e mulheres podem ser Santo Tomás de Villanueva, São Nicolas de Tolentino e Santa Rita de Cássia.

 

Conhece o Santoral Agostiniano AQUI.

 

Santo Tomás de Villanueva

É um dos santos que brilha com mais força no santoral agostiniano. Nasceu em Fuenllana (Espanha), uma pequena aldeia da província de Ciudad Real, no ano 1486. A educação recebida dos seus pais e o seu passo como aluno pelo convento franciscano de Villanueva de los Infantes, marcaram em sua alma uma particular sensibilidade pelos pobres. Mais tarde, receberá o título de “Esmoleiro de Deus” e “Arcebispo dos pobres”.

Os anos em contato com a Universidade de Alcalá, onde obteve o título de Mestre em Artes, deixaram em Tomás uma profunda marca humanista. De Alcalá passou a Salamanca e ingressou no Convento de Santo Agostinho, onde fez a sua profissão religiosa no dia 25 de novembro de 1517. Depois da sua ordenação sacerdotal (1518), os superiores encomendaram-lhe diferentes tarefas de governo e as suas responsabilidades foram crescendo (Prior, Prior Provincial, Visitador...) O seu maior empenho era a vida das comunidades e a observância responsável das regras. Também promoveu o envio de Missionários Agostinhos ao novo mundo.

Foi o Confessor e Pregador do Rei Carlos V. Quando a sede episcopal de Valência ficou vacante, foi proposto (contra a sua vontade) como Arcebispo daquela diocese no ano 1544. Quando foi conhecida a notícia pelo Geral da Ordem, Jerônimo Seripando, felicitou a Frei Tomas e à diocese valenciana, dizendo que “Valência teria um pastor como é recomendado por São Paulo”.

Frei Tomás encontrou uma diocese abandonada depois de mais de um século sem bispo residente. Visitou cada uma das paróquias, convocou um sínodo em 1548, adiantou-se ao Concílio de Trento criando em 1550 o Colégio-Seminário da Apresentação do Senhor para a formação do Clero e tentou a evangelização dos Moriscos.

O bispo agostinho de Valência empregava a sua formação universitária na pregação e nos seus escritos ascéticos e místicos. As suas fontes preferidas eram a Bíblia, os Padres da Igreja (especialmente Santo Agostinho) e os autores espirituais da época.

Morreu em 1555. Foi declarado beato em 1618 pelo Papa Paulo V e proclamado santo por Alexandre VII no dia 1 de novembro de 1688. Pelo seu zelo apostólico, a sua doutrina e a atenção dispensada aos pobres, passou a ser modelo de bispo. 

Os seus restos mortais descansam na Sé de Valência.

 

 

São Nicolas de Tolentino

É considerado o primeiro Santo da OSA. Nasceu em Sant´Angelo in Pontano (Italia) no ano 1245, embora o seu nome esteja ligado à cidade de Tolentino, onde viveu trinta anos. Ainda em criança ingressou nos Agostinhos da sua aldeia como estudante e noviço. Foi ordenado sacerdote no ano 1273, ano em que foi enviado a Tolentino.

Nicolas não foi ilustre pelos seus escritos ou pela sua ciência. Brilha pela sua predicação, a dedicação pastoral como confessor e a atenção aos mais necessitados. O seu espírito de caridade levava-o a percorrer os bairros mais humildes da cidade, a visitar os moribundos e à atenção às necessidades tanto materiais como espirituais. Nele unem-se a contemplação e o apostolado, o diálogo com Deus e a sensibilidade com pelos problemas humanos. Austero, místico, amante da vida comum. Era conhecida a sua proximidade cordial com o povo e as visitas frequentes às zonas deprimidas de Tolentino para consolar e abençoar os doentes.

Quando os seus dias estavam a acabar, alguém lhe perguntou: “Padre, porque anda tão alegre?”. O P. Nicolas respondeu: “Porque o meu Deus e Senhor, acompanhado da sua Santa Mãe e do meu Santo Pai Agostinho estão a dizer-me: Ânimo, servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor”

Deus realizou através de Nicolas numerosos milagres em vida e depois da sua morte. É o protetor das almas do purgatório e padroeiro contra a peste, os incêndios e a gaguez.

O processo para sua beatificação foi um verdadeiro clamor popular das diferentes cidades e aldeias que conheceram Frei Nicolas. Bonifacio IX, no ano 1400, concedeu indulgência plenária aos fiéis que visitassem a sua capela de Tolentino, na mesma forma em que estava concedida à Igreja de Santa Maria della Porciuncula em Assis.

Foi Canonizado pelo Papa Eugenio IV no dia 5 de junho do ano 1446, solenidade de Pentecostes.

 

Santa Rita de Cássia

Poucos santos estão tão presentes na devoção popular como Rita de Cassia. Modelo de esposa, mãe, viúva e religiosa, nasceu em Roccaporena (Italia) a poucos quilómetros de Cassia no ano 1380.

Aos 16 anos uniu-se em matrimónio com Fernando Manzini e foram pais de dois filhos. Contribuiu de forma decisiva na conversão de seu esposo. O ódio gerado pelas lutas políticas entre grupos, acabou com a vida do seu marido. Ela soube perdoar aos assassinos, mas descobriu com grande dor que os seus filhos estavam a preparar a vingança da morte de seu pai. Sem duvidar, manifestou a Deus que preferia ver os seus filhos mortos a vê-los manchados com sangue homicida. Seus filhos, adoeceram e morreram muito jovens.

Rita, viuva e sem filhos, ingressou então no convento agostiniano de Senta Maria Madalena de Cassia, onde viveu quarenta anos servindo a Deus fielmente e à sua comunidade com dedicação e generosidade admiráveis.

Qual a mensagem que nos transmite esta santa?, perguntava-se João Paulo II perante os peregrinos devotos de Santa Rita chegados a Roma no sábado 20 de maio de 2000. O Papa respondia: “A Santa de Cassia é uma das inúmeras mulheres cristãs que têm influenciado muito na vida da Igreja e na sociedade” (Mulieris Dignitatem, 27). Rita interpretou bem o “carater feminino”: viveu-o intensamente, tanto na maternidade física como espiritual”. 

Com ocasião do VII Centenário do nascimento de Santa Rita, o Papa escrevia a seu respeito: “Rita é santa não tanto pela fama dos seus prodígios que a devoção popular atribui à eficácia da sua intercessão perante Deus, mas pela sua surpreendente “normalidade” na vida quotidiana, vivida por ela como esposa e mãe, depois como viúva e, por fim, como freira Agostinha”.

A data da sua morte é incerta. Segundo alguns autores, morreu o dia 22 de maio de 1447. Segundo outros em 1557. Foi beatificada em 1628 pelo Papa Urbano VIII e proclamada Santa por Leão XIII o dia 24 de maio de 1900.

 

Oração a Santa Rita de Cássia (advogada dos impossíveis)

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita,
eis a vossos pés um alma desamparada que,
necessitando de auxílio,
a vós recorre com a doce esperança
de ser atendida por vós
que tendes o incomparável título
de SANTA DOS CASOS IMPOSSÍVEIS E DESESPERADOS.

Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa,
intercedei junto a Deus
para que me conceda a graça
de que tanto necessito (dizer a graça que deseja).

Não permitais que tenha de me afastar
dos vossos pés sem ser atendido.
Se houver em mim algum obstáculo
que me impeça de obter a graça que imploro,
auxiliai-me para que o afaste.
Envolvei o meu pedido
em vosso preciosos méritos
e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus,
em união com a vossa prece.

Ó Santa Rita,
eu ponho em vós toda a minha confiança;
por vosso intermédio,
espero tranquilamente a graça que vos peço.

Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.