3. A Grande União

Um posterior desenvolvimento se produziu no dia 9 de abril de 1256 com a Bula “Licet Ecclesiae Catholicae” do Papa Alexandre IV. O Papa confirmou a união dos Eremitas do Beato João Bom (Regra de Santo Agostinh, 1255), os Eremitas de São Guilherme (Regra de São Bento), os Eremitas de Brettino (Regra de Santo Agostinho, 1228), os Eremitas do Monte Favale (Regra de São Bento) e outras congregações mais pequenas dentro de uma “Profissão e regular observância da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho”.

A Grande União levou-se a cabo no convento romano da fundação toscana de Santa Maria dei Popolo, novamente sob a direção do Cardeal Annibaldi, com delegados enviados desde cada convento.

Lanfranco Septala de Milão, anterior superior dos Eremitas de Jõao Bom, foi o primeiro Prior Geral da Ordem, que possuía 180 casas religiosas em Italia, Austria, Alemanha, Suiça, Países Baixos, França, Espanha, Portugal, Hungria, Bohemia e Inglaterra.

A União de 1256 foi um passo muito importante na reforma da vida religiosa da Igreja. O Papa tentou terminar com a confusão gerada pelo excessivo número de pequenos grupos religiosos com a mesma regra de vida, canalizando as suas forças espirituais num apostolado da pregação e no cuidado pastoral nas novas grandes cidades europeias que estavam a nascer.

Quatro Ordens Religiosas fundadas pela Igreja se ocuparam de esta missão como Frades mendicantes: os Agostinhos, os Dominicanos, os Franciscanos e, pouco depois, os Carmelitas.

O Movimento mendicante do século XIII foi uma resposta revolucionária a uma situação também revolucionaria. A Unidade da Igreja estava ameaçada de novo pela heresia. Novos desafios surgiram com as movimentos sociais e económicos na Europa. Os frades foram enviados diretamente aos centros de desenvolvimento comercial para pregar às crescentes classes instruídas e levar a espiritualidade evangélica ao povo.

Desta maneira, a identidade espiritual da Ordem de Santo Agostinho, teve dois fundamentos:

  • A pessoa de Santo Agostinho: de que recebeu os ideais sobre a vida religiosa, especialmente a importância da busca interior de Deus e a Vida Comun.
  • O Movimento Mendicante: pelo qual a Ordem chega a tornar-se uma fraternidade apostólica.