Serviço à Igreja

A norma fundamental da vida religiosa é o seguimento de Cristo, como aparece no Evangelho, que provoca em nós o amor segundo a nossa consagração. Por isso, amemos antes a Deus e depois ao próximo (Mt, 22,40), como Jesus mandou aos seus discípulos e que é a lei suprema do Evangelho, a semelhança da primitiva comunidade cristã constituída sob o guia dos santos apóstolos em Jerusalém (Act 2, 42-47)

Amar Cristo é amar à Igreja, que é o seu corpo e mãe dos cristãos. Na Igreja “nos temos convertido em Cristo. Pois, se Ele é a cabeça, nós somos os membros”, “porque o Cristo total é a cabeça e o corpo”. Sejamos portanto, testemunhas da união íntima com Deus e fermento de unidade para todo o género humano.

A vida cristã se renovará em nós cada dia e florescerá na Ordem, se cada um “Lê com interesse, ouve com devoção e apreende com amor” a Sagrada Escritura, sobretudo o Novo Testamento onde “quase em cada página não ecoa outra coisa a não ser Cristo e a Igreja”. Lembrem-se também os Irmãos de acompanhar a oração com a leitura da Sagrada Escritura, para que se realize o diálogo do homem com Deus.

A Eucaristia é o sacrifício quotidiano da Igreja, Corpo de Cristo, em que se oferece a si mesma a Deus. Por isso, todos os que temos abraçado a consagração a Cristo, amado sobre todas as coisas, tenhamos para tão inefável mistério o mesmo amor em que ardeu Santo Agostinho, pois é signo e causa de unidade da Igreja na sintonia da caridade e impulsa à atividade apostólica e à ação no mundo e na história.

Todos nós somos membros do Cristo total, em união com Maria, a Mãe de Jesus. Maria é signo da Igreja: “(ela) deu à luz corporalmente à cabeça deste corpo. A Igreja dá à luz espiritualmente aos membros desta Cabeça”. Pela sua fé íntegra, firme esperança e sincera caridade, Maria nos acompanha continuamente enquanto peregrinamos nesta vida, e sustém a nossa atividade apostólica.